Economizador de energia: o opcional que aparece na conta de luz

Quem compara duas propostas de tombador costuma olhar comprimento, capacidade e prazo de entrega. O consumo de energia raramente entra na conversa. E ele é o único item da lista que continua cobrando todo mês, muito depois de a compra ter sido paga.
Um tombador hidráulico se move por pressão de óleo. O motor elétrico aciona a bomba, a bomba pressuriza o circuito e o óleo empurra os cilindros que erguem a plataforma com o caminhão em cima. Em equipamentos de porte intermediário esse motor tem 30 cv; nos maiores, mais. É, com folga, a maior carga elétrica isolada de uma operação de descarga.
O ponto que costuma passar despercebido é que o ciclo não é contínuo. Entre posicionar o veículo, travar as rodas, erguer, esperar o produto escoar, baixar e liberar a saída, existe uma parcela relevante de tempo em que o sistema está ligado e pressurizado sem realizar trabalho útil. Essa energia não vira descarga: vira calor no óleo, que depois ainda precisa ser dissipado.
Reduzir esse desperdício é a função do economizador de energia. Na PILI ele é item opcional de projeto, não equipamento de série: nas listas de produção cada plataforma é orçada explicitamente com ou sem o conjunto. A escolha entra na especificação junto com o comprimento da mesa e o tipo de acionamento.
Isso significa que todo mundo deveria pedir? Não. O retorno depende de quanto o equipamento fica energizado sem estar descarregando, e esse número muda muito de operação para operação. Uma cooperativa que concentra a descarga em poucas semanas de safra tem um perfil; um terminal que roda o dia inteiro em ritmo constante tem outro. Some a isso a tarifa contratada e a diferença entre consumo e demanda, e duas plantas com o mesmo equipamento podem chegar a conclusões opostas.
Por isso a pergunta certa não é se o economizador vale a pena em tese, e sim quantas horas por dia a sua central fica ligada sem erguer plataforma. Levantar esse dado antes de fechar a especificação custa uma conversa. Descobrir depois custa a diferença, todo mês, pelo resto da vida útil do equipamento.
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